CANTO


canto que sangra a língua
morde a vista que lê
e
a sombra que se projeta
na esquina da vista
a língua mordida do caminhante
que diz o falante
não a própria voz
mas a distância entre os olhos


o-acorrentado

2 comentários:

maristotelica.blogspot disse...

Maravilhoso!
o chato fala em cima da fala certa que não precisa de falácias. Mas blogou, tem que ler as besteiras escritas comparada a tamanha inspiração.
A minha brincadeira é sentir-me personagem do poema para acompanhar seus caminhos onde ruas são sensações e eu, posso virar um som ou uma sombra, ou um olhar distante. E quando isso acontece, já sou o poema em mim.
Obrigada seja voce quem...

Juju Hollanda disse...

acorrentado,

acorrenta minhas palavras e sentimentos une-os num uníssono gritado com sua poesia visceral na qual sentimos todas as imagens como acontecendo na gente e em tempo real...

acorrente os RATOS e RATAS acorrentado...

acorrentada estou eu com a sua poesia...

Bjos
:***