POEMA COLETIVO 15/11/2006

Sob os pés a chuva
das luas o seu canto
sinto o vento ...
Que se esvai em poesias e lágrimas
que se afoga em poças de cerveja
enquanto no beco os copos são
enchidos e os versos soltos e levados
pelo vento.
Vento que sopra desgostos
enquanto eu sinto frio
nessa noite vazia
de saudade e ausência.
Noite de insaciáveis desejos
desejo de falar, cuspir,recitar
enfim, ser
Hoje eu quero grana, beijo, conforto,
carinho, paz, tudo do cacete
Eu quero tudo pra não querer
mais nada. Pra viver de poesia!
Eu quero ouvir, falar, sorrir, gritar,
chorar ... quero escrever
Aproveitando o ensejo eu só quero Querer!!!
Só todi!
Idem
Tarja preta perde!!!
Tem, AH! bom
daquele lado tem um cadre
pra gente se perder de vista
E se achar atrás da queda
lá no rio que é nosso
na rebordoza de amanhã
voltamos sem problema
curamos e refletimos
numa reflexão sem igual
Ser humano, espécie mais evoluída das espécies ...
oh! o quão superior está espécie é!
tudo o que vê, toma para si
quanto mais ganância, menos satisfeito é
Vive no abismo
sem se haver com o medo, nem com o fascínio
Com um deve passar de tempo, aprendia
diferença entre uma flor e uma pessoa
e plantar um jardim no coração dela
Para eternizar os nossos momentos
Momentos que não se perderam no vento
que não foram apenas palavras
e seria uma luta perdida tenta-los por mais
que eu queira esquece-los
momentos que ao mesmo tempo me enchem de alegria
me derramam lágrimas de tristeza
por que teve que ser assim?
O assim não tem que ser
o assim quem faz somos nós
o assim é assado
Este deixa de sê-lo
Visto que já foi
transforma-se a cada minuto
no "era", já foi, já era!
Que se foi, sem nunca ter sido.
e se o é, como pode?
Tanto faz. Agora já tanto faz
já estou farta de crises existenciais!
Há tempo que flerto com o abismo
mas hoje, me faltam forças pro suicidio
como me faltam para viver
tanto faz, agora tanto faz.
Ficou mais uns dias para trás
e aquilo que senti é mais
e tudo o que pensei já desfiz
e tudo o que amei, já morri

Palavras são palavras
nada mais do que palavras

espero arriveto, un microfono
collettivo, palabras in labuta,
pena che

Que os homens amem de verdade para
vivermos mais feliz, e sem dúvidas
de sermos amados e respeitados
....... ao amor divino
e a cerveja também.

Aos que vão,
apenas digo que fico

Poesia, não é uma simples
palavra é vida é tristeza é
alegria é o beco do rato é
boemia.

O poema penetra
a poesia se abre
e o orgasmo literario
a prosa aproveita
prosaica sacaneia
ai não meu bem
ai não meu bem!!! m beim!
a poesia e quem colhe tudo
bota! bota! bota!
a calça com cueca e calcinha
se mostra tão à mostra
e ri e goza
a dor do amor
sedenta de beijos
Levanta, aplaude e pede !Bis!!
que bis que nada!
bisar o que é brochante?

Escrevo não escrevo escrevo
isqueiro
cigarro acesso
morre a luz

Um comentário:

maristotelica.blogspot disse...

Belo!
Começou triste a galera.
Se encontrou com o "momento"RO e foi, com cerveja passear pela quiméra!
Um poema coletivo é como nos encontrar com arquétipos sem livros, sem regras, quase sem palavras...quase sons.
VIVA O COLETIVO DO BECO DOS RATOS

Maris